Sentir-se suficientemente bem é aceitar as limitações e os fatores que não podem ser controlados.
Não se sentir suficientemente bem pode ser o resultado de achar que os outros estão melhor ou de subestimar as próprias competências e capacidades. Muitas vezes as pessoas não se têm muito em consideração por falta de autoconfiança. Essas pessoas não se baseiam em juízos objectivos, mas numa má interpretação dos acontecimentos à sua volta e que prova que eles são insuficientes. “Se eu tivesse feito bem, tudo estaria OK. Não está tudo OK. Então a culpa é minha. Não sou bom(a) o suficiente”.
Ninguém pode, como que por magia, mudar o passado, como as pessoas reagem a nós, as nossas próprias limitações, as limitações das situações ou a forma como nos sentimos. Não torne pessoal aquilo que não pode controlar. Todos nos sentimos insuficientes a algum nível. Acontece a todos.
Para nos sentirmos suficientemente bem, temos que aceitar os limites de cada situação e da medida do nosso controlo. Estar ciente. Entender o que causou a situação e criar condições para agir de forma diferente. Entender por que nos sentimos como nos sentimos e aceitá-lo. Não controlamos o que sentimos. Podemos apenas mudar a forma como lidamos com isso. E dessa forma, começamos a sentir-nos melhor.
Precisamos de ser flexíveis ou encontrar outras estratégias de superação. Intensificar a velha estratégia não é a resposta. Nunca há-de ser suficientemente boa e só aumenta a ansiedade.
Muitas vezes, o bem-estar depende de tudo estar a funcionar de forma PERFEITA. Se conseguissse fazer x, y ou z corretamente, sentir-me-ía suficientemente bem. Isto simplesmente não é verdade.
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